sexta-feira, 1 de maio de 2009

Saudade



De repente uma angústia aperta no peito
Falta de algo distante, uma falta de ar
Tem hora que chega uma dor sofrida
A lembrança de algo perdido no tempo
Em pensamentos distantes e profundos
Nada aplaca a tortura, o vazio e o caos
Perco a vontade, meu mundo e a fome
É quando nada me faz rir, nada me prende
Ausente a tudo em pensamentos distantes
Percorro por um caminho de sonhos
Desejo ardente, desesperado, desgraçado
A mente é livre, no pensamento ilusão
Quebro barreiras intransponíveis
De minhas próprias vaidades que já se foram
E nada encontro que me satisfaça
Se me deixo levar em tal cansaço
Ou permito que minha alma se abata
É a saudade que sinto tão forte
O tempo não é meu amigo e sim o carrasco
A distância fere como navalha na carne
Então percebo a tal da saudade
De um tempo que já se foi
Do tempo que não volta mais
E tudo se cala, escurece,entristece
Quando não existe o remédio pra dor
O que fazer amor?
Se meu mundo se foi sem despedida!
Se as lembranças tornaram-se doídas!
Se não tenho mais você por aqui!

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