Barrinha MaynaBaby

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TUA LUZ


TUA LUZ

Clareia meus passos com a tua luz
Branca e misteriosa como a lua
Ilumina cada parte que escondo
Bem lá no fundo de mim mesma
Ao teu lado não existe trevas

Deixa teu amor guiar a minha vida
Quero teu calor como num dia de sol
Nunca deixe formar sombras ao nosso redor
Quando a escuridão da dúvida se aproximar
Dissipa tudo...
Com a majestosa luz do teu amor

Maria Antonieta Lima

terça-feira, 14 de julho de 2009

Conto daquela Menininha


Sininho

Cris nasceu como toda criança. Era uma menina saudável, linda, carequinha, como muitas outras crianças que nascem todos os dias nesse mundão.
Destino traçado ou ironia do destino a linda menininha foi arrancada de sua mãezinha para satisfazer o desejo de outras pessoas de possuir uma vida.
Uma vida que não pertencia a estas pessoas. Assim cresceu nossa pequena Cris. Com vestidinhos de chita a menininha brincava e crescia livre e amada por sua protetora. Mas tristemente era traçado um caminho de mentiras ao redor daquela criança. Nada do que a ensinaram a amar era real, os amores da sua vidinha não eram reais, sua família não era real, e a única esperança da meninha era sua protetora, que não a veria se tornar uma mulher. E assim não muito tarde o destino se cumpriu e nossa pequena Cris ficou a mercê das mentiras que foram criadas ao seu redor. Tão nova, aos seus 12 anos, e já conhecia muito bem o sofrimento e o abandono. Viu ser enterrado com a única pessoa que a amou de verdade todos os seus sonhos cor de rosa, todas as canções de ninar, os afetos e as poesias.
Dali em diante nossa linda menininha tinha que aprender a se consolar com o que sobrava e ouvir que recebia mais e melhor do que os verdadeiros filhos da sua falsa família.
Como poderia receber mais e melhor se eles possuiam um quarto e ela não? Se as melhores frutas e os pães da casa possuiam donos na hora que ela queria comer? E sempre que pedia algo a mais na mesa ela ouvia que estava sentada na mesa levava discórdia (por pedir um pouco mais de batata ou um caldinho do bife). Por conta disso nossa menina, hoje mulher, dispensa a mesa em sua casa.
E a menina cresceu com o destino traçado por aqueles que nunca a fizeram sorrir. E dedicou-se como pode a estes.
E esta menina tournou-se mulher e forte, mesmo sendo frágil. E sua fragilidade hoje escondida pela dureza da vida pode até ser vista com outros olhos. Mas estes olhos jamais contemplarão o que ela tem dentro de si, pois é algo escondido de si mesma. Sabe-se lá o quanto sofreu para ser como é hoje.
Em seu destino traçado por outros e sem ter um porto seguro ou um lugar para voltar ela sabe muito bem o que poucos desconfiam sobre a dor da alma.
Sem teto, sem chão, sem coração que se importe é a mulher de hoje que esconde em si a menina que ficou sem carinho. Sem um beijo de boa noite e sem as canções de ninar. Cresceu sem abraços e sem laços.
Amou erradamente, viveu sem orientação porque sua vida sempre foi uma mentira.
E assim caminha até que alguém a enchergue através da muralha que construiu ao redor de si mesma e das máscaras que criou para esconder o grande tesouro que possui.

Amor


rosas


Amor
Esse tempo que a tudo cura
Prá mim é eterno carrasco
Ironia do destino traçado
Em algum lugar foi marcado
Pela dura existência sem ter
Sem ter lar, sem ter laços
Laços prá mim nunca eternos
Levo a vida como um palhaço
E já desisti do meus passos
E contemplo em ti a esperança
Perdida em ninha lembrança
Isso não mais é pra mim
Não sou soberana senhora
E sim aquela que segue o fim
Meus passos cansados prosseguem
Deixando profundo rastro marcado
Nos meus olhos distantes escorrem
Lágrimas do tal do abandono
Quem me dera ter seu amor pra mim
Sei que isso não me pertence
Enquanto vislumbro a ironial real
Como vou deviar de tão triste destino?
Se nada restou do que eu tinha?
Se não existe uma digna saída!
Se teus olhos não olham pra mim!
E a cada dia se aproxima mais
O amargo destino sem trégua
Bate feroz na minha porta
Esperança é pura e vaga utopia

Maria Antonieta Lima

Eu e Você


Betty Boop


Quero de ti e tão somente de ti
Que sejas sempre suave
Como o amanhecer que chega
Dia após dia, sem pressa

Quero receber de ti, somente de ti
Uma doce e envolvente carícia
Como o aroma perfumado das rosas
Que trazem beleza ao colorido jardim

Quero que chegues a mim leve
Sempre bem leve e cuidadoso
Envolvendo meu corpo e alma
No mais belo e perfeito encanto

Não sejas perfeito, mas seja você
Total, pleno e manso
Me ofereça o teu melhor calor
E me liberto de todo temor

Estaremos seguros um no outro
O mais perfeito encontro, o nosso
E toda uma vida plena à frente
Vivendo o melhor de nós dois...

Maria Antonieta Lima
o amor faz valer a existência!
Meu melhor beijo!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Não Mais... (soneto)


Não Mais... (soneto)

Não me abaterei num só momento
Porque tu não sabes amar
Soltando palavras cruéis ao vento
Sabes muito bem machucar

Não perderei tempo com teu sentimento
Se a verdade és incapaz de aceitar
E teu coração não consegue abrigar
Fique na solidão com o teu pensamento

Não vou entristecer porque me traíste
Destilou seu veneno como pode
A mim, toda tua desgraça atribuíste

A tua vaga bondade nunca acode
A tua beleza é algo que não existe

Siga tua vida e não me incomode

maria antonieta lima®