terça-feira, 14 de julho de 2009

Amor


rosas


Amor
Esse tempo que a tudo cura
Prá mim é eterno carrasco
Ironia do destino traçado
Em algum lugar foi marcado
Pela dura existência sem ter
Sem ter lar, sem ter laços
Laços prá mim nunca eternos
Levo a vida como um palhaço
E já desisti do meus passos
E contemplo em ti a esperança
Perdida em ninha lembrança
Isso não mais é pra mim
Não sou soberana senhora
E sim aquela que segue o fim
Meus passos cansados prosseguem
Deixando profundo rastro marcado
Nos meus olhos distantes escorrem
Lágrimas do tal do abandono
Quem me dera ter seu amor pra mim
Sei que isso não me pertence
Enquanto vislumbro a ironial real
Como vou deviar de tão triste destino?
Se nada restou do que eu tinha?
Se não existe uma digna saída!
Se teus olhos não olham pra mim!
E a cada dia se aproxima mais
O amargo destino sem trégua
Bate feroz na minha porta
Esperança é pura e vaga utopia

Maria Antonieta Lima

Um comentário:

Anderson Manilha disse...

Muito triste...
Mas como disse Khalil Gibran
"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."